Automassagem com óleos vegetais

Atualizado: Ago 18

A automassagem é uma prática tradicional do Ayurveda para manter a integridade da pele, a boa circulação, o tônus muscular e relaxar o corpo e mente. Pode ser praticada diariamente.


Cada biotipo (dosha) tem uma indicação de óleo, veja na lista abaixo:


Vata - óleo base de gergelim ou amêndoas, abacate, azeite de oliva. Óleos essenciais de: alecrim, patchouli, rosa, tangerina, tea tree, neroli, ylang ylang.


Pitta - Óleo base de coco ou girassol, sementes de uva. Óleos essenciais de capim limão, cedro, gerânio, palmarosa, rosa, sândalo, tea tree.


Kapha - Óleo base de gergelim ou milho, girassol, mostarda. Óleos essenciais de: camomila, cravo, gerânio, manjericão, olíbano, pettitgrain, tea tree.


Opte por óleos vegetais de boa qualidade, se possível orgânicos e prensados a frio. Gosto dos óleos essenciais da Laszlo, By Samya e Do terra.


Assista ao vídeo com o passo-a-passo que o Professor Vitor Ramos ensinou de forma tão delicada e eficiente.


A massagem é vista na cultura ayurvédica como um ato de amor por si ou pela pessoa que receber esse toque curativo.


“Massagem é algo que você começa a estudar, mas, nunca termina. Com a prática contínua, essa experiência se torna mais profunda, mais elevada. Massagem é uma das artes mais sutis e isso não é somente uma questão de técnica. É mais uma questão de amor...


Aprenda a técnica, então, esqueça. Apenas sinta, e se mova pela intuição. Quando você aprende profundamente, noventa por cento do trabalho é feito com amor, e só dez por cento é técnica. Apenas um toque profundo e amoroso é suficiente para relaxar o corpo.


Se você ama e sente compaixão pela outra pessoa, e sente o valor inestimável dela; se você não a trata como um mecanismo que precisa ser consertado, mas, uma energia de tremendo valor; se você é grato pela confiança que ela tem em você ao te permitir manipular essa energia, então, gradualmente, você vai se sentir como se estivesse tocando um piano. O corpo sentido integralmente é a chave para tratar o órgão e ao longo da prática você vai sentindo a harmonia criada dentro do corpo. Não apenas a pessoa é beneficiada, mas, você também.


A massagem é necessária no mundo porque o amor desapareceu. A mãe toca o bebê, brincando com o seu corpo, e isso é massagem. O marido brinca com o corpo da sua mulher e isso é massagem. E isso seria o bastante, mais do que suficiente. Isso é profundo relaxamento e é parte do amor.


Mas isso desapareceu do mundo. Aos poucos nos esquecemos onde tocar, como tocar, quão profundamente tocar. A arte de tocar é uma língua esquecida. Nós quase estranhamos a sensação do toque amoroso porque essa ideia foi deturpada por pessoas “religiosas”. Eles deram ao toque uma conotação sexual. O mundo se tornou sexual e as pessoas têm medo. Todo mundo está preservado de ser tocado a menos que “Ele” permita isso.


O Ocidente percebe a massagem e o toque por meio do apelo sexual. Agora, a massagem é apenas uma cobertura, um disfarce para a sexualidade. De fato, nem o toque nem a massagem são sexuais. Eles funcionam por meio do amor. Quando essa prática cai na vala sexual, então se torna horrível.


Sacralize a massagem. Quando tocar o corpo de outra pessoa, reverencie esse encontro como se estivesse tocando o Deus do outro, a serviço Dele. Deixe a energia fluir com essa intenção. E quando você sentir a energia fluindo, vibrando harmonia, sentirá um deleite que nunca sentiu antes. Você estará em profunda meditação.


Enquanto massagear, apenas massageie. Não pense em outras coisas porque elas são distrações. Esteja em seus dedos e mãos como se eles fossem todo o seu ser, ponha a sua alma lá. Não deixe essa prática ser apenas mãos tocando um corpo. Assim, a sua alma penetrará no corpo do outro, produzindo um profundo relaxamento.


E faça disso uma brincadeira sagrada e prazerosa. Não faça como um trabalho. Sorria e deixe o outro sorrir também.” Osho

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